O município de Cunha Porã, através da Secretaria Municipal de Saúde, organizou uma programação de sensibilização sobre o Setembro Amarelo, mês que trabalha a conscientização sobre a prevenção ao suicídio na comunidade. A programação irá iniciar com uma capacitação aos agentes comunitários de saúde.

Entre as atividades está programado alongamento, dança circular, caminhada e colocação de flores e faixas sobre a prevenção ao suicídio. As Unidades Básicas de Saúde trazem a temática à população por meio de murais elucidando a importância do tema e estão sempre abertos para orientar e atender pessoas em sofrimento mental. Além disso, durante todo o mês de setembro os profissionais participam de cursos e capacitações ofertadas pelo Estado e Ministério da Saúde sobre o assunto.

Conforme as psicólogas Marieli Comparin e Sandra Zamboni, além dessas ações também será prestado atendimento psicológico para a população, mediante encaminhamento da Unidade Básica de Saúde. “É importante que familiares, amigos e os próprios pacientes fiquem atentos aos sinais e sintomas relacionados ao sofrimento mental e procurem ajuda. A gestão está sempre preocupada em trabalhar a prevenção, pois acreditamos que prevenir é o melhor remédio”, destaca o secretário de saúde, Sandro Kloh.

SOBRE O SETEMBRO AMARELO

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, sendo considerado um problema grave de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a oitava posição em relação ao número de suicídios no ranking mundial. Nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. A prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. Esclarecer, conscientizar, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas contribuem para tirar o assunto da invisibilidade e, assim, mudar essa realidade.

É fato que o suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo. Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades de que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite. Os familiares devem ficar atentos e identificar presença de sentimentos suicidas: “Eu preferia estar morto”; “Eu não posso fazer nada”; “Eu não aguento mais”; “Eu sou um perdedor e um peso para os outros”; “Os outros vão ser mais felizes sem mim”; “Não há mais nada o que fazer”; “O único caminho é a morte”; “quero desaparecer”, são frases podem indicar necessidade de ajuda.

O suicídio é um ato de comunicação. Quem tem essa ideação, na realidade tenta se livrar do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável. De acordo com a especialista em saúde mental, enfermeira Veridiana Zordan , todas as pessoas com todas as pessoas em sofrimento mental precisam ser levadas a sério, precisam do suporte e compreensão dos familiares, dos amigos, eles precisam de acompanhamento com profissionais da saúde, psicoterapia, atividades terapêuticas, e terapias complementares, bem como tratamento medicamentoso.