Estar em harmonia com os nossos seres queridos e gostar de voltar para eles é uma dádiva, um presente diário que recebemos, pois o amor mútuo destes, a cada turno, será maior que as nossas necessidades diárias.

Quando não temos para quem voltar, a gente volta, mas temos a impressão de não ter chegado. Qualquer espécie animal, ao fim de um dia, retorna junto aos seus galhos para buscar o aconchego, como uma espécie de proteção, esperando o agrado do ninho.

Como é bom quando sentimos vontade de voltar para casa, ou então, no fim do dia, como é bom ter para quem voltar, receber atenção, carinho, amor. Este alguém não precisa ser, necessariamente, o cônjuge, pode ser a mãe, um irmão, um amigo, enfim, alguém que nos espere, ainda que seja um animal de estimação.

Meu canto é meu canto! “As coisas que partem perdem a existência. As coisas que ficam, infinitamente, existem e nos fazem bem, pois é um elo que não se quebra”.

Às vezes, sentimos vontade de sair como uma andorinha e esquecer os problemas da vida, voar sem destino. Muitas vezes pensamos assim, olhamos para o alto e encontramos as respostas para a sequência da vida, que, no ninho, não visualizamos. Porém, isso pode ser apenas a máscara da felicidade que está aí, dentro do próprio ninho ou dentro da própria casa, e mesmo não tendo ninguém para compartilhar nossas decisões, ela existe e está guardada dentro de nós. Muitos dizem ser fantasiosa a capacidade de pensarmos bem em lugares maus, no entanto, somos nós que construímos nossos ambientes, nossas famílias e nossos ninhos.

A vida pode ser bem vivida em qualquer ambiente, mas é bom ter para quem voltar. Não estou aqui fazendo uma crítica àqueles que moram sozinhos, apenas enaltecendo que, mesmo nesta condição ou como opção de vida, ninguém consegue ficar sozinho, voltar para o nada, pois, sempre temos um Deus que nos aguarda e nos acolhe.

Até a próxima!